terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Pesquisa Nacional de Avaliação do Programa Justiça Comunitária

O ISER esta executando uma pesquisa nacional de avaliação de impacto social dos núcleos do projeto "Justiça Comunitária", coordenada por Miriam Guindani e Sílvia Vieira. O Justiça Comunitária é um programa da Secretaria de Reforma do Judiciário que visa à modernização e otimização do acesso à justiça, com ênfase na formação de agentes comunitários para a informação acerca de direitos e o uso da mediação na resolução de conflitos. A pesquisa tem como objetivo verificar o cumprimento das metas do Programa, e pretende compreender os níveis de institucionalidade do Justiça Comunitária, avaliar seus impactos sócio-jurídicos, os impactos e eficácia da mediação comunitária e satisfação dos usuários contemplados.

A pesquisa conta com duas etapas, uma primeira onde foram aplicados questionários online de forma a levantar informações mais quantitativas sobre a estruturação e institucionalidade dos núcleos do projeto, e, uma segunda que compreende visitas in loco aos mesmos núcleos.

Dentre as atividades desenvolvidas durante as visitas estão: entrevistas com os gestores do projeto, com as equipes envolvidas no desenvolvimento das atividades e com os representantes das redes sociais, a aplicação de questionários com os usuários que obtiveram orientação jurídica, grupo focal com os agentes comunitários e com os usuários atendidos através da mediação de conflitos.

A equipe, composta por Paula Kapp, Paola Lins, Carlos Eduardo Brandão, Noelle Resende, Maija Goyena e Daniel Lima, já visitou os núcleos sediados nas cidades de Fortaleza, Rio Branco, Porto Alegre e Distrito Federal (Veja foto abaixo de Paola Lins e Carlos Eduardo Brandão quando das visitas dos mesmos aos Núcleos de Justiça Comunitária do Ceará em Agosto).

Ao final da pesquisa e depois de reunido todos os insumos, a equipe se dedicou durante os meses de outubro e novembro à redação do relatório final. Produto este que se transformará em uma publicação contendo relato das experiências em campo, análise critica sobre a execução do Programa, análise da satisfação dos usuários e sugestões de melhoria e lapidação desta política pública.

Fonte: ISER - Instituto de Estudos da Religião - www.iser.org.br




segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Justiça será 100% virtual até 2012

O ex-presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Ceará (TJ-CE), o desembargador Ernani Barreira Porto projeta que, em até um ano e meio, todo o conjunto de processos que hoje tramitam na Justiça do Ceará deverão estar disponíveis no sistema virtual, por meio do site do Tribunal. A ação é considerada pioneira no Brasil e no mundo. “Não existe, no mundo, um sistema que, de forma global, enfrente essa perplexidade geral ante a pachorrice do Judiciário”, disse o presidente durante entrevista ao programa Debates do Povo, transmitido pela rádio O POVO/CBN, na semana passada.

Durante avaliação de seus dois anos à frente da instituição, Ernani criticou com veemência a morosidade da Justiça. Um dos recursos para agilizar o desenrolar da tramitação dos processos no estado, aponta ele, seria exatamente a finalização da virtualização do sistema processual do Poder Judiciário, já em vigor.

A proposta é virtualizar os processos integralmente e aposentar os documentos em papel, além de disponibilizálos a todo cidadão comum, com exceção dos processos que tramitem sob segredo de Justiça. “Muitos se beneficiam da morosidade judicial. Mas logo o processo vai andar, os resultados vão aparecer rapidamente e, então, estará vencido aquele que faz a gincana, pública ou privada”, avalia.

Barreira - que na última sexta-feira passou o comando do TJ-CE ao desembargador José Arísio Lopes da Costa - compara o sistema cearense a outros modelos pelo mundo, como em Portugal, que adota padrão que, segundo ele, não trabalhará exclusivamente no ambiente virtual. “É virtualização pela metade, porque se está virtualizando processos com a convivência do processo escrito. Ora, isso é uma brincadeira. Você vai ter dois problemas. A Justiça já é morosa com os problemas do processo escrito. Vai complicar o problema, ao invés de solucionar”, criticou.

E o “maior impeço”, segundo ele, da morosidade judiciária é o Estado, ocupando 70% da força de trabalho do Judiciário em processos. “O grande vilão é aquele que mais precisa da celeridade judicial”, aponta.

Imagem da Justiça

Além de agilizar a demanda de processos judiciais por meio do sistema virtual integral, Barreira aponta a necessidade de recuperação de uma boa imagem da Justiça perante a sociedade. “A Justiça precisa ser rejulgada. E, para que ela seja novamente julgada e adequadamente julgada, precisa postar-se dentro dos figurinos da moda. E, hoje, não se pode falar em coisa séria e coisa segura, de alguma coisa palpável e transparente sem que nós lancemos mão da virtualização”, avaliou.

Como

ENTENDA A NOTÍCIA
A virtualização dos processos judiciais é um dos meios que podem dar agilidade à Justiça. Contudo, pode não surtir efeito sem mudanças estruturais, como a desburocratização do rito processual, que passa por alterações na legislação.

Saiba mais

Virtualização: o acompanhamento de processos pode ser feito acessando a página do Tribunal de Justiça do Estado do Ceará na Internet: www.tjce.jus.br. São disponibilizados atos normativos, consultas processuais, pautas de julgamento, dentre outros serviços.

FONTE:Marcela Belchior/O POVO Online

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Até 2014 coleta seletiva estará implantada em todo Brasil



Municípios terão de se adaptar à Política de Resíduos Sólidos que proíbe os lixões e o descarte de resíduos que possam ser reciclados ou reutilizados

Em quatro anos, no dia 3 de agosto de 2014, o Brasil estará livre dos lixões a céu aberto, presentes em quase todos os municípios brasileiros. Isso é o que define o artigo nº 54 da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), recentemente regulamentada por Decreto Presidencial, em 23 de dezembro de 2010. Também ficará proibido, a partir de 2014, colocar em aterros sanitários qualquer tipo de resíduo que seja passível de reciclagem ou reutilização.

Isso significa que os municípios brasileiros, para se adequar a nova legislação, terão que criar leis municipais para a implantação da coleta seletiva.

Uma outra data definida na regulamentação da PNRS é quanto à elaboração do Plano Nacional de Resíduos Sólidos. Pela regulamentação, a União, por meio do Ministério do Meio Ambiente, tem 180 dias de prazo, a contar da publicação do Decreto, para elaborar a proposta preliminar do Plano Nacional de Resíduos Sólidos, com vigência por prazo indeterminado e horizonte de 20 anos, devendo ser atualizado a cada quatro. A proposta do plano será submetida à consulta pública, pelo prazo mínimo de 60 dias.

Em sua versão preliminar, o Plano de Resíduos Sólidos vai definir metas, programas e ações para todos os resíduos sólidos. Para sua construção, a ser coordenada por um comitê interministerial, será utilizada a experiência e estudos sobre resíduos sólidos já acumulados em 18 estados da Federação.

O Comitê Interministerial da Política Nacional de Resíduos Sólidos, será coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente e composto por nove ministérios mais a Casa Civil e a Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República.

Logística reversa - De acordo com o texto do Decreto, logística reversa é o instrumento de desenvolvimento econômico e social caracterizado pelo conjunto de ações, procedimentos e meios destinados a viabilizar a coleta e a restituição dos resíduos sólidos ao setor empresarial, para reaproveitamento, em seu ciclo ou em outros ciclos produtivos, ou outra destinação final ambientalmente adequada.

A regulamentação definiu como se dará a responsabilidade compartilhada no tratamento de seis tipos de resíduos e determinou a criação de um comitê orientador para tratar destes casos específicos. São eles: pneus; pilhas e baterias; embalagens de agrotóxicos e óleos lubrificantes além das lâmpadas fluorescentes e dos eletroeletrônicos. O comitê orientador vai também definir cronograma de logística reversa para um outro conjunto de resíduos que inclui as embalagens e produtos que provoquem impacto ambiental e na saúde pública.

Os instrumentos para operar os sistemas de logística reversa são: acordos setoriais; regulamentos expedidos pelo Poder Público; ou termos de compromisso.

O Secretário de Recursos Hídricos de Ambiente Urbano (SRHU) do MMA, Silvano Silvério, explica que pela nova lei, o cidadão passa a ser obrigado a fazer a devolução dos resíduos sólidos no local, a ser previamente definido pelo acordo setorial e referendado em regulamento, podendo ser onde ele comprou ou no posto de distribuição. Segundo ele, a forma como se dará essa devolução, dentro de cada cadeia produtiva, será definida por um comitê orientador, a ser instalado ainda no primeiro semestre de 2011.

Atualmente, o Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) estabelece, por meio de Resolução, os procedimentos para o descarte ambientalmente correto de quatro grupos de resíduos. São eles: pneus(Resolução 416/2009); pilhas e baterias (Resolução 401/2008); óleos lubrificantes (Resolução 362/2005); e embalagens de agrotóxicos (Lei nº 7.802/1989). Os acordos setoriais ou os termos de compromisso servirão para revalidar ou refazer os que está definido nas resoluções e leis em vigor.

Embalagens - A novidade que a regulamentação traz é a obrigatoriedade da logística reversa para embalagens. O secretário explica que é possível aplicar o procedimento para todo o tipo de embalagem que entulham os lixões atualmente, inclusive embalagens de bebidas. Ele relata, inclusive, que o Ministério do Meio Ambiente já foi formalmente procurado pelo Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e de Lubrificantes (Sindicom) para informar que estão aptos a fazer a coleta de óleos lubrificantes. O MMA foi também procurado pela Associação Técnica Brasileira das Indústrias Automáticas de Vidro (Abividro) que demonstrou interesse em implantar a logística reversa em embalagens de vidro.

Segundo ele, existem duas formas de se fazer a logística reversa para embalagens. Uma, de iniciativa do setor empresarial, que pode instituir o procedimento para uma determinada cadeia. A outra, de iniciativa do Poder Público. Neste caso, o primeiro passo é a publicação de edital, onde o comitê orientador dá início ao processo de acordo setorial. No edital estarão fixados o prazo, as metas e a metodologia para elaboração de estudos de impacto econômico e social.

Os acordos setoriais são atos de natureza contratual firmados entre o Poder Público e os fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes visando à implantação da responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida do produto.

Depois de definidas as bases do acordo setorial, os setores envolvidos no processo de logística reversa definem como pretendem fazê-lo. A proposta é levada ao Governo Federal para análise. Estando em acordo ao que estabelece o edital, a proposta é acolhida e homologada via Comitê Orientador. A partir de então, o processo de logística reversa começa a ser implementado. O Governo Federal pode transformar o acordo em regra nacional por meio de regulamento..

O processo vale para os eletroeletrônicos. A partir do momento em que o Comitê Orientador definir o processo de logística reversa, ficará determinado onde o cidadão deve devolver seu resíduo. Silvano Silvério informa que o comitê orientador estabelecerá, por edital, o início dos acordos setoriais.

Catadores - A regulamentação da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) dá atenção especial aos catadores de materiais recicláveis. Está definido, por exemplo, que o sistema de coleta seletiva de resíduos sólidos e a logística reversa priorizarão a participação de cooperativas ou de outras formas de associação de catadores de materiais reutilizáveis constituídas por pessoas físicas de baixa renda.

Determina também que os planos municipais de gestão integrada de resíduos sólidos definam programas e ações para a participação dos grupos interessados, em especial das cooperativas ou outras formas de associação de catadores de materiais reutilizáveis e recicláveis também constituídas por pessoas físicas de baixa renda.

Diretrizes - A Política Nacional de Resíduos Sólidos, aprovada em agosto de 2010, contém as diretrizes para a gestão, o gerenciamento e o manejo dos resíduos sólidos. Ela também incentiva os fabricantes a adotar procedimentos adequados à produção de produtos não agressivos ao ambiente e à saúde humana e à destinação final correta dos rejeitos da produção.

Sua aprovação representou um amplo consenso envolvendo todos os atores que fazem parte dos mais diversos ciclos da produção de resíduos sólidos no Brasil.

Ela trata de temas amplos e variados que fazem parte do dia-a-dia das pessoas, envolvendo conceitos como área contaminada, ciclo de vida do produto, coleta seletiva, controle social, destinação final ambientalmente adequada, gerenciamento de resíduos, gestão integrada, reciclagem, rejeitos, responsabilidade compartilhada e reutilização.

A nova política é clara em definir de que forma se dará o gerenciamento dos resíduos, indicando inclusive sua ordem de prioridade que será a de não-geração, a de redução, reutilização, reciclagem e tratamento de resíduos. A nova política cria também um sistema nacional integrado de informações sobre resíduos sólidos. O sistema será responsável por recolher e divulgar informações com rapidez e qualidade.

Suelene Gusmão, Ministério do Meio Ambiente

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Os Transformadores da Realidade


Está comprovado. É possível construir cidadania com a participação popular. Basta conhecer o projeto Núcleo de Justiça Comunitária do Programa Nacional de Segurança e Cidadania (PRONASCI) em Guajuviras, bairro do município de Canos (RS), implementado pela prefeitura municipal, para entender. Mesmo quem não tem ideia, de como funciona o judiciário, sabe da morosidade para chegar a instância final até aplicar, de fato, a lei. É preciso urgência para desafogar a enormidade de processos que impedem o sistema de respirar. É aí que 21 moradores do Guajuviras entram nesta história. Durante 3 meses foram capacitados para se tornarem mediadores de conflitos, tanto para impedir que alguns casos parem na justiça, como para prevenir a violência e estreitar relações. Formados, nesta sexta-feira 21, esses cidadãos tem hoje muito mais do que a missão de intermediar brigas de vizinhos ou de comerciantes com seu clientes, eles são transformadores da realidade. Anjos que ouvem com atenção o problema que poderá ser resolvido com uma palavra bem colocada, um gesto de atenção, a proposta de um novo caminho.


Desde que foi inaugurado, em junho do ano passado, o Núcleo de Justiça Comunitária do Guajuviras (NJCG) contabilizou 507 atendimentos, o que representa 70,4% da meta inicial. Por atendimento se entende, todo tipo de serviço prestado no NJCG, sejam orientações jurídicas, sociais e psicológicas, convites, pré-mediações e mediações. Os casos mais recorrentes no NJCG são os de família (41,98%), vizinhança (13,2%) e violência e violação dos direitos humanos (9,9%).

O número de atendimentos expressa um reconhecimento do espaço por parte da comunidade e revela de maneira concreta a importância deste equipamento público na vida comunitária. Firma-se, portanto, a construção coletiva da democratização do acesso a informação, do diálogo e, sobretudo, da coesão comunitária.

A FORMATURA DOS MEDIADORES

A solenidade aconteceu no CAIC nesta sexta-feira, 21. Reuniu familiares dos 21 agentes comunitários, integrantes de outros projetos sociais do bairro e autoridades. O certificado foi entregue pelo prefeito Jairo Jorge. Enquanto a alegria de ter cumprido o desafio tomava conta, a agente recém formada Bárbara Rejane Gomes, revelava que a experiência lhe ensinou a lidar melhor com as pessoas. “É muito bom amenizar a relações de conflito” comemorou.

Na mesa das autoridade estavam: A paraninfa, madrinha da turma, a coordenadora do projeto Lúcia Grassi, o subprefeito da região nordeste Chico da Mensagem, Helena Bonumma da OSCIP Guayi (entidade sem fins lucrativos parceira do projeto), o secretário de Segurança Pública e Cidadania Eduardo Pazinato e o prefeito Jairo Jorge.

Em seu discurso, bem elaborado e de palavras bonitas, a oradora da turma Janaína Sarmento comparou os agentes as borboletas, pelo processo de transformação que sofrem e clamou: “que os agentes se envolvam cada vez no processo de mediação”.

Pazinato embargou a voz de tanta emoção ao relatar a inédita experiência vivida no NJCG. “Chegar a etapa final é um momento de reconhecimento. Esse projeto tem sim haver com segurança pública, não é só a tecnologia que ajuda no combate a criminalidade. É preciso participar da vida comunitária, no papel de auxiliar no processo de construção da coesão social, da solidariedade e da promoção da paz, por meio de atividades de informação jurídicas e de políticas sociais” afirmou.

Jairo Jorge homenageou os agentes comunitários lembrando a história de luta dos moradores do bairro que no dia d17 de abril de 1987, ocuparam o lugar, se tonando uma das mais conhecidas ocupações do sul do Brasil. Jairo lamentou a perda da justiça nesses 24 anos sem o olhar atento dos governos.”Vimos crescer a violência o que retraiu a população para suas casas, mas hoje vemos a retomada do território na busca pela paz.”

Formados, os agentes seguem atendendo e serão educadores da próxima turma que está por vir. O NJCG fica localizado na Av. 17 de Abril, 1010, está aberto à comunidade de terça à sexta-feira, das 15 às 21h. O telefone é 3478-4666.

Fonte: Taís Dal Ri


terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Consciência Social

Há dois tipos de idealistas no mundo. O primeiro grupo é composto de pessoas que querem ver um mundo melhor, acabar com as desigualdades, injustiças sociais e assim por diante.Gastam tempo como voluntários, doam dinheiro para entidades beneficentes e se engajam em campanhas das mais diversas. Os americanos e europeus são campeões nessa área com os Ted Turners, Packards e Georges Soros da vida doando bilhões de dólares.

O segundo grupo de idealistas é aquele composto de pessoas que querem fazer a mesma coisa, mas que nunca pagam a conta. São os chamados "idealistas-com-o-dinheiro-dos-outros". Com o nosso dinheiro, para ser mais preciso. Você não participa das decisões, eles raramente prestam contas de para onde vai todo o dinheiro e os resultados estão aí, nossos problemas sociais se agravando.

Recentemente, assisti ao Seminário Contra a Pobreza, em que o governador Cristovam Buarque expôs suas idéias sobre como erradicar a pobreza. O plano era pagar às crianças pobres para que pudessem estudar e a conta seria de 30 bilhões de reais. Fiquei curioso em saber se o plano era consistente e quem iria pagar a conta caso houvesse inconsistência.

Não tive que esperar nem dois minutos pela resposta. O segundo debatedor, Luiz Inácio Lula da Silva, fuzilou uma inconsistência do plano: aluno com fome não aprende. Salvou-nos 30 bilhões de reais, ou acrescentou mais 6 bilhões de despesas em alimentação nos planos de Buarque. Ao longo do dia, outros três políticos e professores apresentaram soluções diversas para a pobreza do Brasil e no final da tarde a conta para o contribuinte brasileiro já chegava, pelos meus cálculos, a 120 bilhões de reais. É ilimitado o idealismo que se pode ter com o dinheiro dos outros.

O que é mais curioso é que nenhum dos planos apresentados abordou a geração de empregos, a única solução eficaz, a longo prazo, para o problema da pobreza do Brasil.

Há quem diga que a sociedade brasileira nunca fez filantropia com seu próprio dinheiro. Não somos uma nação cidadã. Por isso, o Estado tem de ocupar esse espaço vazio. Um argumento forte e infelizmente apropriado. Mas a alternativa também não deu certo, pois entregamos 30% do PIB ao Estado e muito pouco acaba sendo gasto no social.

A maior parte das despesas é com a aposentadoria de funcionários públicos, com salários públicos e com juros sobre a dívida pública. Não é à toa que 84% das pessoas acham que o governo poderia melhorar na área social (vide pesquisa no site filantropia.org).

Com a falência do Estado, surgiu recentemente o Terceiro Setor, que com muito menos dinheiro, fruto de doações e trabalho voluntário do setor privado (o segundo setor), está resolvendo os problemas com muito mais eficiência do que o governo (o primeiro setor). Mas ainda representa menos que 1% do PIB.

Como passar do estágio atual de paternalismo e idealismo do Estado, que consome 40% dos recursos, para uma sociedade civil organizada e preocupada com o social? Obviamente por etapas, a primeira sendo a volta da dedutibilidade do Imposto de Renda de todas as doações a entidades beneficentes atuantes e competentes do país, como já houve no passado.

Lentamente, faríamos filantropia com nosso dinheiro, criaríamos uma sociedade civil solidária e sem burocracia no meio. Assim, resolveríamos os problemas sociais com maior rapidez, com menor custo, e os contribuintes seriam os próprios fiscalizadores das entidades. As cartas de agradecimento iriam para quem as merecesse e não para políticos e burocratas que repassam o nosso dinheiro.

Então, geraríamos o círculo virtuoso da filantropia. Pequenos donativos no início e curtas cartas de agradecimento. Maiores donativos com o decorrer do tempo e com placas de reconhecimento em salas de aula e hospitais, por exemplo. Finalmente, teríamos enormes donativos, de heranças e fundações, com edifícios inteiros batizados com o nome do doador, como a maioria das faculdades e hospitais americanos. É só começar.

Stephen Kanitz

Palestrante Sobre Economia, Tendências e Visão de Futuro do Brasil

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Você pode fazer denúncia sobre qualquer violação de direitos humanos, no Ministério Público !!!

Procuradoria Geral de Justiça

( Ministério Público do Estado do Ceará )

Endereço: Rua Assunção, 1100 – José Bonifácio – Ceará.

Fone: 3452 - 3707

www.pgj.ce.gov.br


PROMOTORIAS ESPECIALIZADAS

  • Promotoria de Justiça de Defesa da Saúde Pública

    Endereço: Av. Santos Dumont, 1350, Aldeota

    Fone: (085)3452.3718 / 3452.3719

  • Promotoria do Meio Ambiente e Planejamento Urbano

    Endereço: Rua 25 de março, 280 – Centro

    - 1ª Promotoria do meio ambiente: (085)3452-3714

    - 2ª Promotoria do meio ambiente: (085)3452-3715

  • Promotoria de Proteção e Defesa do Consumidor ( DECON)

    Endereço: Rua Barão de Aratanha, nº 100

    Fone: 0800 2758001

  • Promotoria de Defesa do Idoso e do Portador de Deficiência Física

    Endereço: Rua Assunção, 1240 – José Bonifácio

    - 17ª, 20ª e 21ª Promotorias: (085) 3252-6711

    - 18ª, 19ª e 22ª Promotorias: (085) 3252-6352

  • Promotoria de Defesa da Educação

    Endereço: Rua Assunção, 1240 – José Bonifácio

    - 13ª e 16ª Promotorias: (085)3252-6710

    - 14ª e 15ª Promotorias : (085)3252-6483

  • Promotoria de Defesa da Cidadania

    Endereço: Rua Assunção, 1240 – José Bonifácio

    - 4ª, 8ª, 12ª Promotorias: (085) 32526489

    - 5ª, 7ª, 10ª Promotorias: (085) 32523244

    - 6ª, 9ª, 11ª Promotorias: (085) 32526709

  • Promotoria – Acidente de Trabalho

    Endereço: Rua Assunção, 1240 – José Bonifácio

    - 1ª a 3ª Promotoria: (085)32526397

  • Promotoria de Defesa do Patrimônio Público

    Endereço: Rua Assunção, 1240 – José Bonifácio

    - 23ª e 25ª Promotorias: (085)32522685

    - 24ª e 26ª Promotorias: (085)35256321

  • Promotoria – Tutela de Fundações e Entidades de Interesse Social

    Endereço: Rua Assunção, 1240 – José Bonifácio

    27ª, 28º, 29ª e 30ª Promotorias: (085)32526724


LUTE PELOS SEUS DIREITOS, CASO ESTEJAM SENDO VIOLADOS!!!